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Gov’t Mule – Dose (1998)

O som do Gov’t Mule é uma saudação ao apogeu do rock sulista dos anos 70, e seu estilo é salpicado de referências ao melhor momentos dos irmãos Allman, com uma dose literal de ZZ Top. Este disco, seu segundo álbum, se mostra como uma evolução do trabalho anteior, apresentando composições fortes e bem elaboradas. O trabalho de guitarra de Warren Haynes é impecável. O músico se mostra no auge da sua força criativa e nos oferece fraseados verdadeiramente eletrizantes. O disco contém grandes momentos e cada um pode te contagiar de modo diferente.

Data do lançamento: 17/03/19.

Texto original:

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Mônica Salmaso – Corpo de Baile (2014)

São canções de várias épocas, inéditas ou registradas em álbuns de pequenas tiragens – a exceção é Bolero de Satã, clássico do repertório de Elis Regina. Para abordar esse variado cancioneiro – que vai do fado em Navegante aos ecos de cantos indígenas de Curimã, passando pela valsa em Noturna -, Mônica convocou um time de arranjadores de alto nível: Dori Caymmi, Tiago Costa, Nailor “Proveta” Azevedo, Teco Cardoso, Luca Raele, Nelson Ayres e Paulo Aragão. A riqueza da instrumentação inclui violão, viola caipira, piano, cordas, clarinetes, banda de sopros, baixo acústico e percussão. É uma celebração da música de excelência – brasileira e universal. (Roger Lerina)

Data do lançamento: 29/07/14.

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Keith Jarrett – In The Light (1974)

Esses álbum é um projeto orquestral de Keith Jarrett. Aqui, o grande improvisador mostra suas outras faces de intérprete e de compositor. Trata-se de um trabalho altamente ousado e experimental. Uma atitude corajosa e inovadora do artista em pleno ano de 1973. Mas que talvez só tenha sido assim percebida nos dias atuais. Jarrett provavelmente não distinguia suas muitas habilidades como artista. Se existia uma separação, isso certamente foi algo inventado pela crítica “especializada”. Porém, o que de fato importa é que neste trabalho singular, as texturas são exuberantes e cheias de metamorfoses e nisto reside uma substância que dá cerne aos muitos cursos que se seguem nesta incursão de Jarrett como um maestro fora do padrão.

Data do lançamento: 04/02/74.

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Cecil Alexander – Introducing (2022)

O comunicado de imprensa para este álbum, publicado pelo próprio selo de Kurt Rosenwinkel, começa elogiando o perfil de Alexander no Instagram e o número de seguidores, em vez de, digamos, seu mandato na Berklee. Como o álbum é lançado no download digital e CD fora de moda, em vez do vinil moderno, e o Insta continua perdendo terreno para o TikTok, podemos nos perguntar se o Sr. Alexander está navegando na onda da tecnologia para frente ou para trás.

Independentemente disso, esta estreia despojada justifica totalmente o endosso de Rosenwinkel – Cecil Alexander é um excelente guitarrista na tradição bop, com muito bom gosto, swing e versatilidade. Ele prefere um tom semi-acústico seco e nítido com bastante ataque de cordas em vez da moda recente para o som encharcado de reverberação suave, e trabalha com linhas de nota única dançantes e ritmicamente precisas, em vez do tipo de acordes estendidos e impressionisticamente abertos que você ouvirei nomes como Gilad Hekselman. Como tal, ele está seguindo a tradição dos poderosos Wes, George Benson e Grant Green (que recebe um nome na balada ‘Bright Green’) em vez de John Abercrombie ou Mick Goodrick, e fazendo um bom trabalho também.

Data do lançamento: 23/09/22.

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Mozart – Late Symphonies (2023)

Wolfgang Amadeus Mozart, (1756-1791) foi um músico e compositor austríaco, considerado um dos maiores nomes da música erudita e um dos compositores mais importantes da história da música clássica. Wolfgang Amadeus Mozart nasceu em Salzburg, na Áustria, no dia 27 de janeiro de 1756. Filho de Leopold Mozart, músico da corte, e de Anna Maria Pertl, filha do administrador do castelo de Saint Gilgen, desde pequeno já demonstrava genialidade para a música. Com quatro anos, Mozart já assimilava as lições de cravo que a irmã Marianne começava a receber. Diante disso, seu pai passou a ensinar música ao filho, que aprendia com incrível facilidade. Com tão pouca idade, já começava a anotar suas ideias melódicas. Com cinco anos, Mozart escreveu um concerto para cravo, “Minueto e Trio em Sol Maior”, hoje catalogado no Índice Koechel como o n.º 1. (Mozart não dava número de opus às suas composições. A numeração de sua obra seria feita mais tarde pelo musicólogo austríaco Ludwig Koechel – daí o K).

Data do lançamento: 27/01/23.

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